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42 quilômetros de mente forte: o que passa na cabeça de um maratonista

  • Foto do escritor: Battre
    Battre
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Correr uma maratona vai muito além da preparação física. São 42 quilômetros em que o corpo é testado ao limite — mas é a mente que, muitas vezes, decide quem chega até o fim. Para Paulo Ernesto, atleta patrocinado pela Battre e pelo Instituto Solví, cada prova é também um exercício de foco, estratégia e superação.


Antes mesmo da largada, o pensamento já está alinhado com o objetivo. “O que eu penso é sair bem e chegar bem, sem sofrer nenhuma lesão”, conta. Apesar de admitir um certo nível de ansiedade, ele transforma esse sentimento em combustível. “Às vezes fico um pouco ansioso, mas quando dá a largada, vou curtindo cada quilômetro.”


Durante a prova, nada é por acaso. Existe estratégia, ritmo e controle. Paulo divide mentalmente a corrida em etapas, ajustando o desempenho ao longo do percurso. Mas, independentemente do planejamento, há um momento que todos os maratonistas conhecem bem: o temido quilômetro 30.


“Ali é a parte mais difícil. É quando você precisa trabalhar muito a mente e o corpo juntos”, explica. O chamado “muro dos 30 km” é real — e exige preparo físico, mas principalmente mental. É nesse trecho, entre os quilômetros 30 e 35, que o cansaço aparece com mais intensidade e a vontade de parar pode surgir.


É nesse momento que entra a força construída ao longo dos treinos. “Quando o cansaço vem, eu trabalho muito bem a mente para não desistir. Esqueço tudo e só miro a linha de chegada”, afirma.

A motivação para seguir em frente vem de vários lugares: da rotina intensa de treinos sob sol ou chuva, do esforço acumulado ao longo dos meses e também do apoio que recebe. “Os dias de treino me motivam, e a minha patrocinadora, a Battre, que está sempre comigo, me apoiando. Isso me dá força para continuar. E só paro na linha de chegada.”


Durante a corrida, o foco é claro: dar o seu melhor. “Meu objetivo ali é conquistar o pódio”, resume. Ao longo do percurso, outro elemento faz diferença: o público. A energia da torcida se transforma em impulso. “A galera motiva bastante a não desistir.”


Com o passar dos anos e a experiência em diferentes distâncias — dos 5 km à meia maratona — Paulo aprendeu que cada prova exige evolução constante. “Hoje me tornei um maratonista, mas foi um processo. Passei por todas as etapas.”


E quando a linha de chegada finalmente aparece, tudo faz sentido. “É uma sensação de dever cumprido. Fico muito feliz por ter corrido cada quilômetro.” Completar uma maratona, depois de meses de preparação, é mais do que uma conquista física — é uma vitória pessoal. “É muito gratificante.”


Mais do que resultados, o atletismo trouxe aprendizados que ultrapassam as pistas. “A maratona me ensinou que posso superar meus limites. Quem sabe no futuro eu não me torne um ultramaratonista?”, projeta, já mirando novos desafios.


No fim das contas, o que passa na mente de um maratonista é uma mistura de esforço, superação e paixão. Como o próprio Paulo define: “São muitas coisas… mas, principalmente, a vontade de se superar a cada dia e a cada maratona.”


Porque, para quem corre, cada quilômetro é mais do que distância — é transformação.

 
 
 

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